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Coreia do Norte colocou em pé de guerra mais de um milhão de soldados

A Coreia do Norte anunciou hoje ter colocado em plena prontidão de combate as suas Forças Armadas, compostas por 1,12 milhões de soldados, 3500 tanques, 1500 aviões e 420 navios.

Pyongyang ameaçou responder com “golpes sem misericórdia” às manobras anuais conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, tendo estes comentários sido os mais recentes de uma linguagem cada vez mais dura do Estado norte-coreano, que se está a preparar para disparar um míssil de longo alcance susceptível de alcançar o Alasca.

O regime norte-coreano ameaçou mesmo com a guerra se aquilo a que chama um satélite for abatido, aumentando assim o tom da sua fúria em relação à Coreia do Sul, que tem 587.000 soldados, 2330 tanques, 790 aviões e 162 navios.

“Abater o nosso satélite de fins pacíficos significará precisamente uma guerra”, diz o comunicado distribuído hoje pela agência noticiosa estatal KCNA; e que ameaça com “prontos contra-ataques pelos mais poderosos meios militares”.

Já ontem a Coreia do Norte ameaçara “dar golpes retaliatórios sem misericórdia” se as forças norte-americanas e sul-coreanas “entrassem uma só polegada” que fosse em solo norte-coreano.

Pyongyang tem os seus planos de lançamento de um míssil de longo alcance a que chama satélite e a isto opõe-se a comunidade internacional, que tenta dissuadi-la por todos os meios de construir um arsenal nuclear e considera esse lançamento mais um passo no caminho da militarização de um regime que, além dos efectivos, conta com 4,7 milhões de militares na reserva.

O polémico lançamento quebraria as sanções das Nações Unidas contra a Coreia do Norte, a qual insiste em que o engenho é apenas parte de um programa espacial pacífico ao qual ninguém se deverá opor e que qualquer tentativa contra ele será entendida como um acto de guerra.

O Estado norte-coreano disparou pela primeira vez o seu míssil Taepodong-2 em 2006, mas ele malogrou-se logo alguns segundos a seguir ao lançamento. E agora se conseguisse ultrapassar esse desastre isso seria considerado um reforço significativo para a linha dura do ditador Kim Jong-il, do qual se suspeita que em Agosto do ano passado teve um grave problema de saúde.

É pois em todo este ambiente altamente tenso que a Coreia do Norte hoje anunciou haver colocado as suas poderosas Forças Armadas em pleno alerta, logo no primeiro dia de manobras entre norte-americanos e sul-coreanos que ela considera um claro prelúdio de que se preparam para invadir o seu território.

Quanto ao Japão, sobrevoado em 1998 por um míssil norte-coreano, declara-se disposto a abater qualquer outro que se dirija agora para o seu território. E há mais de uma década que Tóquio e Washington têm vindo a acelerar a instalação em solo nipónico de um autêntico escudo antimísseis, actualmente já operacional.

Uma série de empresas de navegação aérea já desviaram nos últimos dias as suas rotas da zona por onde poderá passar o engenho norte-coreano que Pyongyang afirma ser um satélite e os outros declaram ser na verdade um míssil de longo alcance.


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